Psicóloga clínica · CRP 06/93874
Gisele Gonçalves Dias
Mais de quinze anos de prática hospitalar e clínica. Hoje, escuta clínica em consultório próprio para os atravessamentos densos da vida adulta.
Trajetória
Da formação ao consultório.
Sou psicóloga formada pela Universidade Metodista de São Paulo, com pós-graduações em Psicologia Hospitalar (2010) e em Cuidados Paliativos (2022) pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.
São mais de quinze anos de atuação clínica e hospitalar, distribuídos por instituições e contextos diferentes. Do ambulatório à UTI, da oncologia à reabilitação cognitiva, da psiquiatria aos cuidados paliativos. Foi nesse percurso que a clínica que pratico hoje se formou: não apenas na sala de aula, mas na sala de espera, no quarto do paciente, na conversa com famílias atravessando momentos difíceis.
Em paralelo à atuação institucional, mantenho o consultório particular ativo desde 2010 e participo, atualmente, como psicóloga voluntária no Projeto Heliópolis Compassiva, em uma abordagem colaborativa, oferecendo cuidados paliativos, com atendimentos domiciliares a pacientes e suas famílias. É um compromisso ético com cuidado integral em comunidade.
Formação e marcos
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2008
Graduação em Psicologia
Universidade Metodista de São Paulo.
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2008 — 2009
Atuação acadêmica (UMESP)
Professora voluntária e projeto de extensão em Psicologia Comunitária e da Saúde.
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2010
Pós-graduação em Psicologia Hospitalar
Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.
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2010 — 2015
Início da atuação como psicóloga clínica
Grupo Amil — implantação de serviço, atuação ambulatorial e grupos terapêuticos. Consultório particular ativo em paralelo.
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2017 — 2019
Atuação clínica em Hospital Psiquiátrico
Grupos terapêuticos e ambulatório.
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2020 — 2021
Atuação hospitalar — Fundação do ABC
UTI, no contexto da pandemia COVID-19.
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2022
Pós-graduação em Cuidados Paliativos
Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.
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2022 — 2024
Atuação hospitalar — Prevent Senior
Internação ambulatorial e UTI, cuidados paliativos, suporte ao luto e preceptoria.
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2024 — 2025
Atuação hospitalar — Humana Magna
Reabilitação, longa permanência e cuidados paliativos. Atuação voluntária no Projeto Heliópolis Compassiva (ativo).
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2025
Curso de Extensão em Gerontologia
Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia "José Ermírio de Moraes".
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Atualmente
Consultório particular
Atendimento presencial em São Bernardo do Campo e online para Brasil e exterior. Atuação voluntária ativa no Projeto Heliópolis Compassiva.
Como trabalho
Psicanálise contemporânea, técnica refinada na prática hospitalar.
A escuta que ofereço tem orientação psicanalítica contemporânea, com técnica refinada por mais de quinze anos de prática clínica e hospitalar. Significa que, na sessão, há tempo para o que pesa, não só para o que é fácil de nomear. Há espaço para o silêncio, para o pensamento que não se organiza, para a dor que não cabe em palavras prontas.
A clínica não trabalha com promessa de cura nem com prazo de processo. Trabalha com manejo, com elaboração, com construção lenta de uma vida que continue cabendo em quem a vive.
Não há prazo de validade para a dor que importa. O que se trabalha em terapia é como sustentá-la sem que ela paralise — e, no tempo certo, como construir o que vem depois dela.
Atendo adultos. Não atendo crianças, adolescentes ou casais. A especificidade não é restrição, é a forma de entregar escuta de qualidade no recorte em que mais sei manejar.
O que trago para a escuta
A clínica nasce também da experiência.
Mais de quinze anos de hospital ensinam o que nenhum livro ensina sozinho. Acompanhei famílias na decisão sobre o que fazer com os pais em estado terminal, integrei equipes multiprofissionais de saúde na construção de cuidado, segurei a mão de quem estava recebendo notícia que mudava tudo.
Convivo, no cotidiano, com a neurodivergência. Essa convivência é parte do que orienta a escuta que ofereço a adultos em descoberta tardia, junto da base técnica da clínica.
E vivo a vida que escuto. A geração-sanduíche, a maternidade atípica, a perimenopausa, o luto de pais que envelhecem. Não como tema de redação, mas sim como experiência que reorganiza, em silêncio, o tempo de quem trabalha com isso.
Isso não substitui a técnica. Mas atravessa o jeito como a técnica chega no consultório.
Bibliografia que orienta
Os autores que sustentam a clínica.
Para quem se interessa pelo terreno teórico da clínica, deixo aqui os autores que mais frequentemente aparecem na escuta e nas Notas Clínicas. Não como vitrine acadêmica, mas como sinalização de profundidade.
Luto e finitude
J. William Worden · Maria Helena Pereira Franco · Maria Julia Kovács · Elisabeth Kübler-Ross · John Bowlby · Gabriella Casellato · Christian Dunker
Cuidados paliativos
Cicely Saunders · Elisabeth Kübler-Ross · Ira Byock · Ana Claudia Quintana Arantes · Ana Michele Soares · Ricardo Tavares de Carvalho
Adoecimento e identidade
Marie Biémont · Arthur W. Frank · Susan Sontag · Maria Helena Pereira Franco · Marcos Aguiar Simonetti · Julio de Melo Filho
Neurodivergência adulta
Devon Price · Sarah Hendrickx · Russell Barkley · Ana Beatriz Barbosa Silva · José Alberto Del Porto · Francisco B. Assumpção Jr.
Migração e identidade
Nazir Hamad · Charles Melman · John W. Berry · Carmen Inês Bacerra · Ludimila Martins-Borges
Psicanálise contemporânea
Christopher Bollas · Thomas Ogden · Jean Laplanche · Luiz Claudio Figueiredo · Christian Dunker · Maria Rita Kehl
A leitura é contínua. A clínica não para de aprender.
Atendimento clínico
Conhecer modalidades, valores e o processo de primeira conversa.
Se fizer sentido, a próxima etapa é uma conversa de avaliação, sem compromisso.
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